Mais de 30 anos de organização e crescimento

Criciúma é uma das cidades no Estado de Santa Catarina que cresce todos os anos no mercado da construção civil. Destaque para a qualidade no acabamento. Mas toda essa potencialidade tem reflexo de um trabalho que começou há 25 anos, quando empresários se organizaram para formar uma entidade que defendesse os interesses do setor.

No início, em outubro de 1984, era apenas uma associação, onde se discutia os rumos do mercado. Três anos depois, 1987, tornou-se sindicato e com representatividade oficial. Hoje, três  décadas depois, o Sinduscon - Sindicato das Indústrias da Construção Civil  do Sul Catarinense , conta com 34 empresas associadas que atuam nas Regiões Carbonífera e de Araranguá e que empregam  praticamente 2.500  profissionais.

A Construção Civil no Sul do Estado é forte e representativa. Muitas empresas da nossa região, além dos empreendimentos locais, estão construindo também em capitais, como Porto Alegre e Florianópolis. Isso mostra o respeito que o mercado de fora possui pelas nossas empresas.

O ritmo nos canteiros de obra é acelerado. Serventes, pedreiros, mestres de obras, engenheiros e muitos outros profissionais se unem para erguer grandes edifícios. Aos poucos, os prédios vão mudando o cenário da cidade. Eles estão por todos os cantos. Uns em estágio mais avançados, outros no início e alguns apenas anunciam o que será abrigado no futuro. Não é à toa que a construção civil movimenta a economia do Sul de Santa Catarina. Somente o setor é responsável por 5% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) regional.

A quantidade de construções em Criciúma impressiona. Mas ao analisar os números percebe-se que a quantidade é bem maior do que se pode imaginar. Até outubro  de 2017 foram obtidos junto à Prefeitura Municipal 633  licenças para construir, o que representa que mais de 279  mil metros quadrados serão transformados em moradias, comércios ou indústrias, sem contar os 455  Habite-se concedidos. No ano anterior, foram repassadas 805  licenças e 723 autorizações para morar.

Destes, muitos empreendimentos estão localizados nos bairros. Comunidades como São Luiz, Próspera, Santa Bárbara e Pinheirinho passaram a abrigar diversos empreendimentos. O Presidente do Sindicato das Empresas de Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon), empresário Olvacir Bez Fontana , observa que isto é um reflexo do novo Plano Diretor. “As construtoras estão investindo nos bairros para que eles também se desenvolvam. O Plano Diretor já foi pensado visando o desenvolvimento das comunidades, até porque o Centro não tem mais para onde crescer”, enaltece Savi, acrescentando que o Sindicato participou de todas as reuniões de elaboração do Plano Diretor.

Apesar de o atual cenário mostrar que o setor deve se manter estável, isso não significa que a produção irá reduzir. De acordo com Fontana, a Região Sul do Estado ficou muito tempo sitiada, ilhada. Hoje, a BR 101 está duplicada, a Via Rápida sendo concluída, o Anel Viário falta só uma parte pequena, o aeroporto regional de Jaguaruna operando bem, o porto de Imbituba recebendo grandes navios. O Governo fez a infraestrutura que tanto cobramos. Agora cabe a nós, empreendedores, fazer a nossa parte.

Crescimento industrial é pequeno

 Entre os tipos de empreendimentos que menos crescem aparecem os industriais. Conforme o presidente, as licenças para construir não ultrapassam 2%. Ele avalia que este é um fator negativo. "Quanto mais indústrias, melhor para a cidade, pois irá atrair mais pessoas para morar no município, fazer investimentos. Se não tem indústria, os outros setores também não desenvolvem", frisa. Os estabelecimentos residenciais-comerciais sobem anualmente 8,2%, os comerciais 29,7% , os industriais 2,1% e os  residenciais 60%.

   Falta mão-de-obra especializada

 Na região Sul de Santa Catarina, 7.476  pessoas prestam serviços em 1.425 estabelecimentos da área da construção civil. Este número, porém, poderia ser bem maior se houvesse mais pessoas capacitadas. Conforme Fontana, atualmente há vagas no setor, mas o grande problema é a ausência de mão-de-obra especializada. "Vagas tem, o que faltam são profissionais capacitados para ocuparam os postos de trabalho. Isso que na nossa região há bastantes cursos de formação disponíveis", ressalta o presidente ao se referir das capacitações oferecidas pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Senai, Satc e Abadeus.

Um dos profissionais em falta no mercado são Pedreiros e Carpinteiros, devido ser atividades que exigem maior especialização dentro da carpintaria , alvenaria e revestimentos.

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